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Essa abreviatura, ainda estranha para muitos, representa um dos 80 princípios ativos da maconha e tem sido objeto de promissores estudos para o tratamento de distúrbios crônicos, como Parkinson e Epilepsia, especialmente esta última, em que o Cannabidiol (CBD) atua na redução, quase que em sua totalidade, da incidência de crises convulsivas.

Ainda que os estudos se concentrem no tratamento desses distúrbios crônicos, eles revelam outras potencialidades médicas do CBD, que também se aplica na redução de dependência química e no tratamento complementar de pacientes com câncer, com significativa atenuação dos efeitos adversos da quimioterapia.

Contudo, assim como as demais substâncias derivadas da maconha, o uso indiscriminado do CBD é proibido no Brasil. Apenas em 2014, pela primeira vez, um paciente conseguiu uma liminar para administrar o uso e importar um medicamento derivado da maconha.

A decisão proferida pela Justiça permitiu que a menina Anny de Bortoli Fischer, então com 5 anos, pudesse passar a usar o canabidiol (CBD) no tratamento de um raro e grave tipo de epilepsia.

O seu caso é um exemplo probatório e comovente dos benefícios do uso desta substância e foi retratado no documentário “Ilegal”, que narra todas as etapas da luta de uma mãe para garantir à sua filha o direito à saúde.


ILEGAL conta a história de Katiele, uma brasileira que luta para tratar a epilepsia de sua filha de 5 anos com CBD, uma substância derivada da maconha e proibida no país.

Neste episódio, tive a responsabilidade e o privilégio de acompanhar de perto o caso da Anny. Como advogado da família Fischer, conquistamos juntos a elaboração de um novo protocolo para a Anvisa, que agora regulamenta a importação do medicamento CBD em casos específicos, como o da Anny.

Além disso, o debate levou o Conselho Federal de Medicina a formular uma nova orientação aos médicos, a fim de desmistificar a prescrição do medicamento. Na prática, os médicos ficarão livres para receitar produtos derivados da maconha para pacientes que deles necessitem.

Com essa medida, que visava tutelar o bem mais precioso da família Ficher, a vida da Anny, conseguimos também sensibilizar a agência reguladora do nosso país para que muitas outras famílias possam se beneficiar dos avanços da ciência.

A nossa missão precisa ir adiante! Precisamos ampliar os horizontes deste debate, que é fundamental para o desenvolvimento social e, por isso, reclama presença em todos os âmbitos públicos. Precisamos sensibilizar a sociedade e despertá-la para o diálogo!